Aqui vemos Guillaume Depardieu, falecido há dias, num filme inesquecível, mas triturado pelas regras implacáveis do mercado. Pelo menos por cá, perdeu-se por completo o rasto a Tous les Matins du Monde, de Alain Corneau, que em muito contribuiu para a redescoberta de Sainte-Colombe e de Marin Marais, mestres da viola de gamba do século XVII, um período riquíssimo e belo da história da música.
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outubro 17, 2008
janeiro 02, 2008
Videograma: Carax de novo com Bowie
O cinema de Leos Carax volta a cruzar-se com a música de David Bowie em Má Raça, a segunda longa-metragem (1986) do talentoso realizador francês. O tema Modern Love, do álbum Let's Dance, serve de cenário sonoro a uma sequência arrebatadora. Juliette Binoche, rosto de boneca de porcelana, filmado primorosamente ao longo de todo o filme (obrigatório!), abre este videograma.
dezembro 30, 2007
Videograma: as Paixões Cruzadas de Carax
É um verdadeiro portento o filme de estreia de Leos Carax. Então com apenas 22 anos (1984), o jovem realizador francês irrompe na Sétima Arte com Paixões Cruzadas, uma obra inesperadamente madura, quer do ponto de vista do argumento, quer do ponto de vista narrativo. O domínio do preto e branco revela-se espantoso. Nesta sequência, filmada numa ponte de Paris, à noite, ouvimos David Bowie, num dos seus registos de início de carreira, "When I Live my Dream". Este é dos tais momentos (e filmes) para mais tarde recordar.
novembro 27, 2007
Videograma: Palombella Rossa, um filme de estalo
Há entrevistas que só ao estalo merecem respostas. Nesta cena, retirada do magnífico Palombella Rossa, filme em que Nanni Moretti questiona, de forma absolutamente madura, irónica e autocrítica a (sua) condição comunista (ex-comunista?), Michele, a personagem principal, vocifera: «Veja como fala! As palavras são importantes!!!». Os estalos caem logo após a jornalista usar palavras pretensiosas, estrangeiradas, como kitsch e cheap:
junho 11, 2007
Videograma: Nanni e as minorias
É um momento delicioso de cinema. Nanni pára num semáforo, desmonta da sua Vespa e tenta explicar a um jovem de Mercedes descapotável, notoriamente pouco dotado para ouvir esta pequena explanação político-existencial, que acredita nas pessoas: só não acredita na maioria das pessoas. «Mesmo numa sociedade mais decente do que esta, estarei sempre do lado de uma minoria de pessoas.»
maio 13, 2007
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