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fevereiro 04, 2007

Léo Ferré: La vie d'artiste

" Il te reste encore de beaux jours
Profites-en mon pauvre amour,
Les belles années passent vite." (para a Naná)

maio 03, 2005

Léo Ferré: "trop tard..."

De vez em quando, tropeçamos numa velha cassete VHS que já vimos algumas vezes. A fita, desgastada, deixa transparecer os inúmeros visionamentos já feitos. Mas... rever Ferré, a actuar ao vivo, a falar da vida, a exultar com Apollinaire, a revoltar-se contras todas as formas de opressão, a defender apaixonadamente a (sua) anarquia, é sempre um momento único de arrebatamento inspirador.

Léo Ferré morreu há doze anos. A cultura dos media de massas esqueceu, quase por completo, este monegasco provocador, genial, absoluto, marginal, no dom da palavra e da música. Da poesia, enfim. Marcou profundamente a "geração de 60", foi adoptado pela juventude no Maio de 68 e dirá ainda muito a quem, à época, tinha vinte anos e não vivia ainda tão massacrado como hoje pelos hiper-massificados sons e ícones anglo-saxónicos.

Em palco, o homem que cantava que «a crítica é uma forma superior do desespero» suga-nos por completo e esmaga-nos com a força, quase violenta, das suas interpretações. Tem o dom, e o prazer, de nos inquietar, de nos questionar sobre o que vivemos e como vivemos. Faz-nos, por vezes, sentir mal. Agita-nos a pequenez dos dias que passam.

Como gostava de o ter descoberto a tempo de o poder ver ao vivo.... trop tard, trop tard...


Ferré: Sa vie, son oeuvre, et la mémoire et la mer...

novembro 29, 2003

Zappa e Ferré

Em tempo de ouvidos duros, massificados de forma bruta à conta de programas televisivos estilo Ídolos, Chuva de Estrelas e quejandos, bem como pelas rádios, quase todas transformadas em «juke boxes» de sucessos de gente que devia ser presa por insulto às cordas vocais de quem sabe cantar a sério, é bom ver que ainda há quem se lembre de gente única, genial, polémica, difícil, pois claro.

Frank Zappa é hoje recordado no caderno Actual, do Expresso. O músico norte-americano morreu há dez anos. Deixou uma obra discográfica imensa e ecléctica. É diferente de quase tudo o que hoje se pode ver e ouvir nos meios audiovisuais.

Em meados deste ano, também fez dez anos sobre a morte de Léo Ferré, outro génio «difícil» da música. Por cá, infelizmente, ninguém se lembrou de o evocar em capa de revista.