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maio 01, 2008
novembro 27, 2007
Videograma: Palombella Rossa, um filme de estalo
Há entrevistas que só ao estalo merecem respostas. Nesta cena, retirada do magnífico Palombella Rossa, filme em que Nanni Moretti questiona, de forma absolutamente madura, irónica e autocrítica a (sua) condição comunista (ex-comunista?), Michele, a personagem principal, vocifera: «Veja como fala! As palavras são importantes!!!». Os estalos caem logo após a jornalista usar palavras pretensiosas, estrangeiradas, como kitsch e cheap:
junho 11, 2007
Videograma: Nanni e as minorias
É um momento delicioso de cinema. Nanni pára num semáforo, desmonta da sua Vespa e tenta explicar a um jovem de Mercedes descapotável, notoriamente pouco dotado para ouvir esta pequena explanação político-existencial, que acredita nas pessoas: só não acredita na maioria das pessoas. «Mesmo numa sociedade mais decente do que esta, estarei sempre do lado de uma minoria de pessoas.»
março 28, 2006
Volta depressa, Nanni!
Nanni Moretti é, por assim dizer, muito cá de casa. Há muitos anos. O seu Querido Diário rompeu vezes sem conta o nosso pequeno ecrã. E há-de continuar a brilhar. Portanto, um novo filme deste singular realizador italiano é sempre um grande acontecimento.O senador Michele Bonatesta, da Aliança Nacional (partido de Gianfranco Fini, o segundo maior do governo de coligação liderado pela Força Itália), diz que Il Caimano (O Caimão), último trabalho de Moretti, é «a quintessência do tédio e do ódio a Berlusconi», procurando apenas transformar-se no «emblema da criminalização e demonização do primeiro-ministro». (DN)
Ora, quando um apaniguado dessa espécie de Jardim multimilionário obsceno que é Berlusconi diz isto de um filme, esse filme torna-se obrigatório.
Ritorna subito, Nanni!
junho 11, 2005
Khaled na Casa

É daqueles músicos que constumamos ver e ouvir com agrado no canal Mezzo. Mas, felizmente, desta vez, o Porto teve oportunidade de ver e ouvir Khaled ao vivo, na mais fabulosa Casa da Música do país.
Khaled trouxe consigo a mistura fina que costuma fazer nos seus álbuns, mestiçando rai (do seu país de origem, a Argélia), soul, reggae, rock, jazz, flamenco e tudo o mais a que possa deitar mão para, no fundo, através da sua música, fazer convergir no árabe o mundo diverso e baralhado dos dias de hoje.
O homem tem uma voz incrível. Canta em árabe, fala que é, por si só, música. Ouvimo-lo cantar como se fosse mais um instrumento, com o qual Khaled consegue inflexões vocais estonteantes.
Sempre com o rai de fundo, a batida forte levou a que metade da sala se pusesse de pé a dançar, durante quase todo o espectáculo, para desespero dos vigilantes da Casa.
Suspeito que alguma daquela boa gente que ali dançava chegou a Khaled pela mão de Nanni Moretti, o realizador italiano que nos fez descobrir também a exótica Angelique Kidjo ou o enorme Jarrett. Como esquecer aquela sequência de Querido Diário em que Moretti, ele mesmo, serpenteia as ruas da sua amada Roma, montado numa Vespa, ao som bamboleante de "Didi"?
O homem tem uma voz incrível. Canta em árabe, fala que é, por si só, música. Ouvimo-lo cantar como se fosse mais um instrumento, com o qual Khaled consegue inflexões vocais estonteantes.
Sempre com o rai de fundo, a batida forte levou a que metade da sala se pusesse de pé a dançar, durante quase todo o espectáculo, para desespero dos vigilantes da Casa.
Suspeito que alguma daquela boa gente que ali dançava chegou a Khaled pela mão de Nanni Moretti, o realizador italiano que nos fez descobrir também a exótica Angelique Kidjo ou o enorme Jarrett. Como esquecer aquela sequência de Querido Diário em que Moretti, ele mesmo, serpenteia as ruas da sua amada Roma, montado numa Vespa, ao som bamboleante de "Didi"?
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