«September 15th 2008: Björk's new video for "Dull Flame of Desire" with Antony (...). Björk and Antony performed against green screen in New York. The Innocence video project runners-up Christoph Jantos (Berlin) Masahiro Mogari (Tokyo) and Marçal Cuberta Junca (Girona) were each given their own sections of the film, to develop how they wished.»
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setembro 18, 2008
janeiro 28, 2008
Cunningham dança com Bryars e Atlas
Excerto de bailado contemporâneo coreografado por Merce Cunningham. Os bailarinos de Biped (1999) são da Merce Cunningham Dance Company. A música está excelentemente entregue a Gavin Bryars, um compositor britânico admirável e muitíssimo mal divulgado em Portugal. Entre outros, já colaborou com Tom Waits e Charlie Haden. As filmagens são de Charles Atlas, o mesmo que produziu o cenário de vídeo para o grande espectáculo que Antony deu no Theatro Circo.
(dica de Naná)
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outubro 08, 2007
Tom e Jim não querem crescer
Que acontece quando dois bons malandros geniais se encontram? Momentos geniais. A ligação entre Jim Jarmusch, o realizador, e Tom Waits, o músico/actor, tem sido bastante profícua. Não apenas no grande ecrã, mas também nos clips de vídeo.
É o caso deste adorável I Don't Wanna Grow Up (tema do álbum Bone Machine). O Tom canta, o Jim filma:
É o caso deste adorável I Don't Wanna Grow Up (tema do álbum Bone Machine). O Tom canta, o Jim filma:
setembro 25, 2007
Que estão elas a ver?
Em Evidence, uma "curta", de quase 8 minutos, Godfrey Reggio, realizador da trilogia Qatsi, convida-nos a olhar para rostos de crianças. Que estarão elas a ver? Como explicar aquelas expressões faciais ausentes? E a estranha fixação em algo que lhes transfigura o olhar? É preciso esperar pelo fim para obter a resposta.
setembro 13, 2007
O rosto feminino na pintura
Como evoluiu a representação do rosto feminino na pintura dos últimos 500 anos? Em menos de três minutos, com recurso à técnica de morphing, um vídeo colocado no YouTube (dica de Ponto de Análises) dá uma pequena, e preciosa, ajuda. Um trabalho de artesanato digital de se lhe tirar o chapéu.
Se gostar do tema e quiser aprofundar conhecimentos, sugiro a leitura do livro História do Rosto, de Jean-Jacques Courtine e Claudine Haroche.
agosto 17, 2007
Incorrecto para a eternidade
Ninguém melhor do que Frank Zappa para a estreia do novo visual do Travessias. Aliás, se este blogue tivesse um patrono, padrinho, guru ou qualquer coisa do género, seria o meu velho Zappa o escolhido.
Neste teledisco, obviamente politicamente incorrecto, vemos um actor a fazer de Ronald Reagan (uma catástrofe presidencial só superada pelo Bush infante) sentado numa cadeira eléctrica, a pôr creme no cabelo e a cantar. Na altura (1984), a politicamente correcta MTV achou por bem não passar o vídeo. Podia fazer mal à cabecinha dos jovenzinhos habituados aos telediscos inanes dos Duran Duran.
Se Zappa fosse vivo, só imagino as letras, os vídeos, as entrevistas corrosivas que ele não faria à conta do actual presidente dos States. You are what you is e não há volta a dar-lhe:
março 10, 2007
Björk na arte de Cunningham
Sempre que revejo o vídeo que Chris Cunningham realizou para o tema All is full of love, de Björk, lembro-me do título do livro de Philip K. Dick que serviu de base ao clássico filme de ficção científica Blade Runner: Do Androids Dream of Electric Sheep?
Este vídeo, magnífico, venceu vários prémios e foi nomeado para um Grammy. Ainda hoje pode ser visto no Museum of Modern Art, em Nova Iorque. Videoarte moderna no seu melhor.
fevereiro 15, 2007
The Police: Roxanne tem 30 anos
Quase 30 anos separam a versão de Roxanne ouvida, há dias, na cerimónia dos Grammys da original, pura e dura, do primeiro e inesquecível álbum dos The Police, Outlandos d'Amour, de 1978.
No início, a canção foi um "flop". Hoje, Roxanne, que conta a história de uma prostituta, é um "clássico", reinterpretado por muito boa gente, incluindo algum povo do jazz.
Foi bom vê-los aos três juntos de novo (a banda acabou em 1985). Estão mais velhinhos, naturalmente, mas continuam a produzir um grande som e muita música com apenas três instrumentos. Algo que sempre me fascinou nestes britânicos irrequietos e talentosos.
Veja-se agora Roxanne, 2007, e Roxanne 1978.
fevereiro 08, 2007
Lisa Gerrard II (agora com vídeo)
Deste rosto sai uma voz do outro mundo. E digo isto quase literalmente. Etérea, profunda, mística, planante. Do passado? Do futuro? Intemporal, talvez.Chama-se Lisa Gerrard. Quem viu filmes como O Gladiador ou O Informador não estranhará a sonoridade desta australiana que grava os seus discos mágicos num estúdio caseiro na Austrália rural.
Gerrard, que vem dos fabulosos Dead Can Dance, mistura muita coisa boa para os melhores ouvidos: Haendel, música iraniana, folk, ambiências mediterrânicas, asiáticas, árabes.
Aqui e ali, namora o canto gregoriano. Nos seus dois primeiros álbuns a solo, The Mirror Pool e Duality, há passagens que nos remetem, por exemplo, para a voz da soprano Montserrat Figueras, no magnífico El Cant de la Sibil-La (1400-1560), da editora AliaVox, de Jordi Savall.
Quando ouvida sem pruridos puristas ou limitações de casta musical, Gerrard é uma delícia absoluta. A confirmar através deste Sanvean (I am your shadow).
fevereiro 06, 2007
Laurie Anderson, até que enfim!
Ouço Laurie Anderson há quase duas décadas. Nunca, em todos estes anos, pude ver nas nossas queridas televisões, públicas ou privadas, generalistas ou temáticas, grandes ou pequenas, boas e más, por cabo ou sem cabo, um único vídeo desta cantora (talvez seja redutor chamar-lhe só cantora...) pouco "popular".
Foi preciso chegar o YouTube para acabar com este jejum videográfico imposto pelos ecrãs feitos à medidas das massas. É um pouco como imaginar um iraniano a quem, de repente, puseram uma antena parabólica gratuita e legal no telhado com um milhão de canais à escolha.
O Superman é um dos temas mais conhecidos do primeiro álbum de Anderson, Big Science, de 1982, longe ainda dos tons mais melódicos de trabalhos mais recentes, como Strange Angels (belíssimo) ou Life on a String. Anderson voltará ao "MyTube" aqui no Travessias.
Foi preciso chegar o YouTube para acabar com este jejum videográfico imposto pelos ecrãs feitos à medidas das massas. É um pouco como imaginar um iraniano a quem, de repente, puseram uma antena parabólica gratuita e legal no telhado com um milhão de canais à escolha.
O Superman é um dos temas mais conhecidos do primeiro álbum de Anderson, Big Science, de 1982, longe ainda dos tons mais melódicos de trabalhos mais recentes, como Strange Angels (belíssimo) ou Life on a String. Anderson voltará ao "MyTube" aqui no Travessias.
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