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novembro 17, 2007

Fotograma: Irène Jacob e Philippe Volter

Irène Jacob e Philippe Volter fotografados por Slawomir Idziak no filme A Dupla Vida de Véronique, de Krzysztof Kieslowski.

outubro 21, 2007

A luminosa Dupla Vida de Véronique

Chegou, finalmente. O DVD de A Dupla Vida de Véronique, de Krzysztof Kieslowski, acaba de ser colocado no mercado português pela mão da Costa do Castelo Filmes. Com direito a documentário sobre o realizador e a uma entrevista com a actriz principal, Irène Jacob.

Filme luminoso (mesmo nas sombras e fios invisíveis que projecta), premonitório, algures entre o tangível e o incomunicável, esta é a obra maior do realizador polaco. A história que
Kieslowski aqui nos conta é absolutamente imperdível:

«
Weronika vive na Polónia. Véronique vive em França. Não se conhecem uma à outra, mas ambas sentem que não estão sozinhas no mundo. Weronika aceita um lugar numa escola de música, trabalha com afinco, mas morre na sua primeira actuação pública. Nesse preciso momento, a vida de Véronique parece levar uma volta e esta desiste de cantar. Cada um de nós tem, algures no mundo, o seu exacto duplo, alguém que partilha os nossos pensamentos e os nossos sonhos. »

abril 04, 2007

Fotograma: Irène Jacob

Irène Jacob fotografada por Piotr Jaxa para o filme Vermelho, de Kieslowski.


março 28, 2007

Beethoven humano, demasiadamente humano

Beethoven morreu no dia 26 de Março de 1827, fez anteontem 180 anos. Chamavam-lhe "a besta". Tinha mau feitio. Abençoado mau génio, que nos deixou música divina para a eternidade.

Coincidência ou não, acaba de ser editado em DVD o filme Corrigindo Beethoven, da realizadora polaca Agnieszka Holland, que chegou a trabalhar com Kieslowski na trilogia Três Cores.

Holland não fez um filme brilhante, mas conseguiu algumas passagens dignas de registo. Ed Harris compôs um Beethoven credível, mas Gary Oldman (até pelo seu natural mau humor) foi mais convincente em Immortal Beloved, de Bernard Rose (1994).

Holland revela-nos os extremos do compositor alemão em final de vida, surdo, inconformado com esta sua sorte, definitivamente zangado com Deus. Um Beethoven para além do mito, demasiadamente humano, afinal.

Ira: «A minha religião é a solidão!», grita Beethoven para a assustada jovem copiadora (e correctora) das suas partituras da 9ª sinfonia.

Doçura, na frase mais reveladora de todo o filme: «A música é a linguagem de Deus. Os músicos estão tão próximos de Deus quanto é possível aos homens. Ouvimos a Sua voz. Lemos-Lhe os lábios.»

O excerto que se segue corresponde ao clímax de Corrigindo Beethoven: a estreia, em Viena, da celebérrima 9ª, que o próprio Beethoven insistiu em dirigir, surdo como estava, com a ajuda da sua copista. Um pedaço de génio em estado puro.

março 03, 2007

março 02, 2007

março 01, 2007

fevereiro 28, 2007

Nunca é tarde para Kieslowski

Vai daqui uma saudação especial aos responsáveis do Fantasporto por terem feito com que alguma gente jovem descobrisse, por estes dias, o grande cinema do realizador polaco Krzysztof Kieslowski, com a exibição da fabulosa trilogia Três Cores: Branco, Vermelho e Azul. Só faltou mesmo mostrar também a obra-prima do mesmo realizador, A Dupla Vida de Véronique: