
«Despertar noutro ser humano poderes e sonhos além dos seus; induzir nos outros um amor por aquilo que amamos; fazer do seu presente interior o seu futuro: eis uma tripla aventura como nenhuma outra.» George Steiner
Leonard Cohen anda há quase 40 anos na vida dos discos. Continua a ser um dos mais «fascinantes e enigmáticos» poetas/cantores/compositores vivos. Tem uma obra monumental, este canadiano. Impossível de resumir num qualquer post blogueiro.
Ontem à noite, tive um sonho. Uma fada, daquelas dos contos a sério, entra num palco toda vestida de branco. Logo que começa a cantar - voz de menina frágil, embalando as cordas de uma harpa mágica, mãos longas e delicadas de boneca de porcelana, o cabelo comprido de sereia batendo suavemenente nas costas ao ritmo da melodia enfeitiçadora - todos os homens presentes na sala, verdadeiros cavaleiros andantes vestidos de negro, sobem ao palco, ajoelham-se perante Joanna, inclinam respeitosamente a cabeça e pedem-lhe a mão em casamento.
Tal como Rufus Wainwright, Joanna Newson nasceu numa família de músicos. Aos sete anos de idade, trocou o piano pela harpa, instrumento com o qual hoje encanta meio mundo no campo da "indie folk", e não só.