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agosto 04, 2007

Os sons de Marlui Miranda

Marlui Miranda é outro dos tesouros musicais do Brasil pouco conhecidos em Portugal.

Marlui nasceu em Fortaleza e foi criada em Brasília. Mudou para o Rio de Janeiro na década de 70 e estudou guitarra clássica. Tocou com Egberto Gismonti e Milton Nascimento, entre outros. Compôs bandas sonoras para cinema e teatro. As suas músicas já foram gravadas por nomes como Ney Matogrosso.

A partir da década de 70, passou a pesquisar e estudar a música dos índios brasileiros. Entretanto, realizou um projecto de preservação e recriação da música indígena da Amazónia brasileira.

Um dos álbuns que ilustra esta antiga paixão de Marlui é Ihu, Todos os Sons, com canções de povos indígenas, como os Tupari, Yanomami, Kayapó e Tembé. Neste belíssimo álbum, que ganhou um German Phono Academy Award, participam os Uakti e o actual ministro da Cultura do Brasil. Nele podemos ouvir este Araruna:

Pela voz, pelo talento, pela figura, pela curiosidade etnográfica, Marlui Miranda merecia mais atenção por parte daqueles ouvidos lusos que não se resignam a ficar limitados às funestas e enjoativas "playlists" das nossas comercialeiras rádios e afuniladérrimas televisões.

novembro 18, 2006

Uakti: ouro do Brasil

Eles tocam trompetim. Cachimbo. Borel. Taquará. Pius Pi. Sinos de madeira. Tatu. Panelário. Latinhas. Manfra. Trilobita. São mais de cinquenta instrumentos.

Eles tocam e fazem magia. Música celestial. Tocam Philip Glass, Bossa Nova, sonatas, samba. Tudo lindo. Chamam-se Uakti. O nome deriva de uma lenda indígena dos índios Tukano do Alto Rio Negro.

É descobri-los. Sem perder tempo. Têm um site impecável na Web, onde se pode entrar no universo musical deles.

Como podem tesouros destes permanecer tão desconhecidos em Portugal? Em bom brasileiro, como é que pode, cara?