Porto, 2007
dezembro 31, 2007
dezembro 30, 2007
Videograma: as Paixões Cruzadas de Carax
dezembro 29, 2007
A Música
Rumo à minha estrela,
Sob o éter mais vasto ou um tecto de bruma,
Eu levanto a vela;
Com o peito pra frente e os pulmões inchados
Como rija tela,
Escalo a crista das ondas logo amontoadas
Que a noite me vela;
Sinto vibrar em mim as inúmeras paixões
De uma nau sofrendo;
O vento, a tempestade e as suas convulsões
Sobre o abismo imenso
Embalam-me. Outras vezes é a calma, esse espelho
Do meu desespero!
Charles Baudelaire
in As Flores do Mal
dezembro 27, 2007
dezembro 22, 2007
Música de lamentação em Auschwitz
dezembro 19, 2007
dezembro 18, 2007
dezembro 13, 2007
O regresso de Lipovetsky (II)
«Vive-se uma era em que todas as esferas da vida social e individual se encontram, de uma forma ou de outra, reorganizadas segundo os princípios da ordem consumista.»«Na sociedade de hiperconsumo, até a espiritualidade se compra e vende. Se é verdade que a reemergência pós-moderna do religioso exprime um certo desencanto face ao materialismo da vida quotidiana, verifica-se também que o fenómeno é cada vez menos alheio à lógica comercial. A espiritualidade tornou-se mercado de massas, produto a comercializar, sector a gerir e a promover.»
«Adivinha-se no horizonte, não a aniquilação dos valores e sentimentos, mas, num cenário mais prosaico, a desregulação das existências, a vida sem protecção, a fragilização dos indivíduos. A sociedade do hiperconsumo é contemporânea da espiral de ansiedade, das depressões, das carências ao nível do amor-próprio, da dificuldade em viver.»
dezembro 11, 2007
dezembro 09, 2007
Egmont na dose certa

dezembro 06, 2007
dezembro 03, 2007
novembro 30, 2007
novembro 29, 2007
novembro 27, 2007
Videograma: Palombella Rossa, um filme de estalo
novembro 26, 2007
novembro 25, 2007
novembro 24, 2007
novembro 21, 2007
Ou de como como a religião envenena tudo
Há dias, o Público fez uma pré-publicação de Deus não é grande - Como a religião envenena tudo, um livro de Christopher Hitchens, jornalista, colaborador da revista Vanity Fair e professor convidado de estudos liberais na New School.O título, ajudado pelo texto pré-publicado, é um toque a rebate para a leitura da obra. O resumo, então, acaba com qualquer margem para hesitações, sobretudo para quem é laico e se identifica de imediato com a formulação, propícia a causar azia nos crentes, seja de que religião forem:
Este, é o livro que se segue. Para ver se a prosa está à altura da grandeza do título.
A ver:
Palestra de Christopher Hitchens sobre religião
novembro 20, 2007
Um livro para os outros*
Os tempos são de individualismo e consumismo. Cada um por si. Alguém que se preocupe com os outros. Mas, serão felizes as pessoas que vivem apenas para si ou, quando muito, para os que lhes são mais próximos? Peter Singer acha que não. E escreveu um livro sobre o assunto. O professor de bioética na Universidade de Princeton parte de perguntas retóricas simples: Como havemos de viver? Há ainda alguma coisa pela qual viver? Haverá algo a que valha a pena dedicarmo-nos, além do dinheiro, do amor e da atenção à nossa família? A resposta é: sim. Como? Vivendo «uma vida ética».
Para percebermos, com rigor, o que é, na visão do autor, «viver uma vida ética», temos de perceber as suas posições relativamente à avidez generalizada pelo dinheiro, ao consumismo impulsivo e desenfreado, ao vazio deixado pelo recuo da moral, ao egoísmo natural (ou não) dos homens, à natureza da ética. Estes temas são percorridos, com desenvoltura e clareza, ao longo de toda a obra.
Então, ”Como havemos de viver?” «Aqueles que agem eticamente escolhem um modo de vida alternativo, contrário à procura tacanha, acumuladora e competitiva do interesse próprio, que, como vimos, domina agora o Ocidente e já não é posta em causa nem nos antigos países comunistas.»
Moral da história deste livro: pensem um pouco mais nos outros para o bem-estar de todos.
novembro 17, 2007
novembro 13, 2007
novembro 12, 2007
O regresso de Lipovestky
Certos autores são como velhos amigos: a garantia de um prazer renovado a cada novo encontro. Lipovestky é um deles. O ensaio A Felicidade Paradoxal chegou-nos há pouco:Entrámos assim numa nova fase do capitalismo: a sociedade do hiperconsumo. Eis que nasce um terceiro tipo de Homo consumericus, voraz, móvel, flexível, liberto da antiga culturas de classe, imprevisível nos seus gostos e nas suas compras e sedento de experiências emocionais e de (mais) bem-estar, de marcas, de autenticidade, de imediatidade, de comunicação.
Tudo se passa como se, doravante, o consumo funcionasse como um império sem tempos mortos cujos contornos são infinitos. Mas estes prazeres privados originam uma felicidade paradoxal: nunca o indivíduo contemporâneo atingiu um tal grau de abandono.» (Edições 70).
novembro 10, 2007
Björk com toque dos Radiohead
novembro 05, 2007
O professor de arte
novembro 02, 2007
outubro 31, 2007
outubro 29, 2007
Zygmunt Bauman: como sobreviver à morte
outubro 26, 2007
Sobre a fragilidade dos laços humanos
O texto de Zygmunt Bauman faz jus ao título do livro: é líquido. Nem sempre é fácil acompanhar a liquidez de raciocínio e de escrita do autor de Amor Líquido - Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos. Os temas tratados, esses, são sólidos quanto baste: a fragilidade, a volatilidade, a descartabilidade dos laços e afectos que marcam as relações humanas da nossa "modernidade líquida". Não é fácil discordar com Bauman no tocante ao que define como «amor líquido». Basta olhar para o que se passa à nossa volta: divórcios em catadupa, triunfo das relações efémeras, cultivo de amizades instantâneas, tipo "Hi5", e, sobretudo, nada de grandes compromissos. Relacionamentos para toda a vida? Passou à história.
Logo no início do livro, que o sociólogo polaco dedica aos riscos e ansiedades de se viver junto, e separado, lê-se: «No nosso mundo de furiosa "individualização", os relacionamentos são bênçãos ambíguas. Oscilam entre o sonho e o pesadelo, e não há como determinar quando um se transforma no outro. Durante a maior parte do tempo, esses dois avatares coabitam - embora em diferentes níveis de consciência. No líquido cenário da vida moderna, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns, agudos, perturbadores e profundamente sentidos de ambivalência. É por isso, podemos garantir, que se encontram tão firmemente no cerne das atenções dos modernos e líquidos indivíduos-por-decreto e no topo da sua agenda existencial.»
Bauman não se limita a identificar padrões de comportamento ou tendências em vias de consolidação: sobre ambos tem uma perspectiva, diríamos, sem qualquer teor pejorativo, conservadora. Percebe-se que valoriza relações mais sólidas, sobretudo quando escreve sobre quem passa a vida a mudar de parceiros ou a ter relações sexuais tipo "fast food". É o vazio que os espera no final de cada experiência efémera.
Nalgumas passagens, em que fala sobre amor filial, Bauman é quase provocador: «Esta é uma época em que um filho é, acima de tudo, um objecto de consumo emocional.» Difícil de digerir, ou de reconhecer, para muitos pais. Mas pertinente.
Mais à frente, Bauman procura relacionar os hábitos consumistas, triunfantes, com os novos hábitos de “consumir” pessoas como se fossem produtos, para usar e descartar de seguida de forma a abrir espaço a novos produtos. Os relacionamentos como aquisição, o outro como objecto de consumo:
"O desvanecimento das habilidades de sociabilidade é reforçado e acelerado pela tendência, inspirada no estilo de vida consumista dominante, a tratar os outros seres humanos como objectos de consumo e a julgá-los, segundo o padrão desses objectos, pelo volume de prazer que provavelmente oferecem e em termos do seu "valor monetário". Na melhor das hipóteses, os outros são avaliados como companheiros na actividade essencialmente solitária do consumo, parceiros nas alegrias do consumo, cujas presença e participação activa podem intensificar esses prazeres. Nesse processo, os valores intrínsecos dos outros como seres humanos singulares (e assim também a preocupação com eles por si mesmos, e por essa singularidade) estão quase a desaparecer de vista. A solidariedade humana é a primeira baixa causada pelo triunfo do mercado consumidor.»
Nada meigo, este Bauman.
A parte final do livro é um libelo contra a xenofobia e uma análise do medo em relação ao estranho, aos que vêm de longe, os “sem território”. Paulo Portas aparece citado. Pelas piores razões, como seria de calcular.
outubro 25, 2007
David Sylvian, inglês suave
Pedro Rios assina hoje, no Público, uma crítica primorosa ao concerto, anteontem, no Theatro Circo, de David Sylvian.A ler:
O triunfo suave de David Sylvian (caderno P2)
outubro 22, 2007
outubro 21, 2007
A luminosa Dupla Vida de Véronique
Chegou, finalmente. O DVD de A Dupla Vida de Véronique, de Krzysztof Kieslowski, acaba de ser colocado no mercado português pela mão da Costa do Castelo Filmes. Com direito a documentário sobre o realizador e a uma entrevista com a actriz principal, Irène Jacob.Filme luminoso (mesmo nas sombras e fios invisíveis que projecta), premonitório, algures entre o tangível e o incomunicável, esta é a obra maior do realizador polaco. A história que Kieslowski aqui nos conta é absolutamente imperdível:
«Weronika vive na Polónia. Véronique vive em França. Não se conhecem uma à outra, mas ambas sentem que não estão sozinhas no mundo. Weronika aceita um lugar numa escola de música, trabalha com afinco, mas morre na sua primeira actuação pública. Nesse preciso momento, a vida de Véronique parece levar uma volta e esta desiste de cantar. Cada um de nós tem, algures no mundo, o seu exacto duplo, alguém que partilha os nossos pensamentos e os nossos sonhos. »
outubro 20, 2007
outubro 17, 2007
Os poemas do deserto de Stephan Micus

outubro 14, 2007
Robert Wyatt, como se fosse um pintor
Robert Wyatt, o inglês com «a voz mais triste do mundo» (Sakamoto dixit), em entrevista ao Público, sexta-feira passada, suplemento Ípsilon:outubro 12, 2007
Quando Kurosawa sonha com Van Gogh
outubro 11, 2007
outubro 08, 2007
Tom e Jim não querem crescer
É o caso deste adorável I Don't Wanna Grow Up (tema do álbum Bone Machine). O Tom canta, o Jim filma:
outubro 07, 2007
Jarmusch e os vencidos pela lei
As canções são do próprio Waits, aqui um DJ de rádio desempregado apanhado a roubar um carro, e de Lurie, um proxeneta caído numa cilada. Benigni, em início de carreira, faz de Benigni e está tudo dito sobre a sua personagem, Roberto, que matara um homem atirando-lhe com uma bola de bilhar à cabeça.
outubro 05, 2007
Birmânia sob os olhares da Magnum
A Birmânia vista pelo olhar de fotógrafos da agência Magnum. Cartier-Bresson incluído. Burma, behind the Conflit.outubro 04, 2007
setembro 26, 2007
setembro 25, 2007
Que estão elas a ver?
setembro 22, 2007
Postais do Porto: eléctrico na Batalha
setembro 18, 2007
setembro 16, 2007
Wittgenstein: um filme sobre um homem difícil
setembro 13, 2007
O rosto feminino na pintura
setembro 10, 2007
'Tour de France' 2007: Bordéus, Arles, Aix-en-Provence, Saint-Paul-de-Vence, Cannes
(dica: para ver onde cada foto foi tirada basta clicar sobre a imagem pretendida)
setembro 09, 2007
setembro 07, 2007
agosto 25, 2007
Qatsi: a trilogia da vida (III)
Naqoyqatsi, o último filme/documentário da trilogia Qatsi (ver as duas entradas anteriores), é uma experiência alucinante. A sucessão de imagens, trabalhadas ao pormenor, por vezes de uma complexidade extrema, deixa-nos quase sem fôlego. Chegamos ao fim com o prazer e a sensação de que é necessário voltar ao princípio.Ao contrário de Koyaanisqasti e Powaqqatsi, Naqoyqatsi não foi filmado em cenários naturais. A imagem é o próprio cenário. Aquelas imagens que são o "papel de parede" de todos os dias (spots publicitários, noticiários, documentários históricos e de bibliotecas científicas, educacionais e de computação) são trazidas por Godfrey Reggio para primeiro plano. Nestes cenários, os seres humanos não usam a tecnologia como ferramenta: a tecnologia é uma forma de vida.
Reggio, tal como nos dois anteriores filmes/documentários Qatsi, parte de um ponto de vista, espelhado no título: Naqoyqatsi significa «uma vida de matar-se uns aos outros»; «a guerra como modo de vida»; «violência civilizada». Trata-se, obviamente, de um olhar céptico, embora algo distanciado, sobre as nossas "tecno-lógicas" e "naturalmente" violentas sociedades contemporâneas. A natureza cede o lugar à tecnologia. A imagem subjuga o texto. A violência domina o dia-a-dia.
Como o próprio Reggio explica nesta entrevista, Naqoyqatsi «lida com o momento globalizante que vivemos, onde computadores, a Internet, a tecnologia, se tornam alguma coisa que nós não mais usamos, mas algo que vivemos.»
A banda sonora, tal como nos dois outros Qatsi, é um deslumbre. Desta vez, o célebre violoncelista Yo-Yo Ma dá uma preciosa ajuda à já de si fabulosa música de Philip Glass.
Por que vale a pena ver Koyaanisqasti, Powaqqatsi e Naqoyqatsi? Entre muitíssimas outras razões, porque é um olhar - um outro olhar que não o do ambiente mediático em que vivemos mergulhados (submergidos?) - sobre nós próprios, os nossos hábitos, comportamentos, formas de estar e de nos relacionarmos com o mundo que nos rodeia. Dá que pensar. Só não tem final feliz.
agosto 22, 2007
Qatsi: a trilogia da vida (II)
Enquanto Koyaanisqatsi (ver entrada anterior) lida com o desequilíbrio entre a natureza e as sociedades modernas do (rico) hemisfério norte, Powaqqatsi mostra-nos a escala humana, o trabalho, a diversidade cultural, as tradições e, sim, a pobreza de povos de África, da Índia, do Médio Oriente, da América do Sul.agosto 21, 2007
Qatsi: a trilogia da vida (I)
A trilogia de documentários Qatsi, do realizador Godfrey Reggio, demorou mais de duas décadas a ficar completa. Koyaanisqatsi (1982), Powaqqatsi (1998) e Naqoyqatsi (2002) são um verdadeiro monumento, em sons e imagens, erguido ao nosso desequilibrado, massacrado, perigoso e fascinante planeta.Nos três Qatsi (palavra que significa "vida" na língua dos Hopi, uma nação índia do nordeste do Arizona), não há diálogos nem narrador. Só imagens, muitas em câmara lenta, outras em passo acelerado, todas elas muitíssimo bem escolhidas. A fotografia é um espanto: imagine-se um Sebastião Salgado a fotografar a cores.
Elemento essencial para o ritmo das sequências é a música de Philip Glass. Aliás, nalgumas partes, antes das filmagens a banda sonora já estava pronta, para servir de inspiração ao realizador. Glass tem aqui um dos grandes momentos da sua longa carreira.
Para além da beleza das imagens (mesmo quando nos mostram o lado horroroso do mundo), os Qatsi têm a virtude de nos pôr a pensar sobre o estado brutal de desequilíbrio em que vivemos na relação com a natureza, sobretudo no hemisfério norte, rico, acelerado, consumista, tecnológico, poluidor, destruidor.
Num "making off" disponível num dos DVD, Reggio assume que o objectivo da trilogia é provocar o espectador, proporcionando-lhe uma «experiência» em vez de uma «história», como nos filmes.
Koyaanisquatsi, o primeiro documentário da trilogia, significa "vida sem equilíbrio". Uma visão apocalíptica da colisão entre dois mundos diferentes: a vida urbana e a tecnologia contra o ambiente:
agosto 17, 2007
Incorrecto para a eternidade
agosto 11, 2007
O baile de máscaras de Kubrick
(dica: clique onde diz "zoom" para ver em ecrã inteiro)
agosto 08, 2007
agosto 06, 2007
agosto 04, 2007
Os sons de Marlui Miranda
Pela voz, pelo talento, pela figura, pela curiosidade etnográfica, Marlui Miranda merecia mais atenção por parte daqueles ouvidos lusos que não se resignam a ficar limitados às funestas e enjoativas "playlists" das nossas comercialeiras rádios e afuniladérrimas televisões.
agosto 02, 2007
Unza time!
julho 31, 2007
julho 30, 2007
Ingmar Bergman: 1918-2007
julho 27, 2007
julho 25, 2007
julho 23, 2007
Fellini conta Fellini
«O meu sistema é não ter sistema: vou para uma história para descobrir o que ela tem para me contar.»
«Luto para obter as condições de que necessito para trabalhar em paz. Isto é, provavelmente, uma consequência directa do meu egoísmo: se não posso fazer o que quero, prefiro não fazer nada.»
«Creio que seria uma boa ideia os críticos verem filmes como se fossem espectadores normais.»
julho 22, 2007
O Casanova de Fellini
Bem vistas as coisas, para qualquer cinéfilo que se preze, Fellini, que dizia que seria uma boa ideia os críticos verem os filmes como se fossem espectadores normais, é um chato. Põe a fasquia de tal modo elevada que nos deixa com a impressão de que todos os filmes que vimos nas últimas 37 semanas não passam de fancaria cinéfila. Perda de tempo. Desperdício visual. Penúria estética.«Casanova é um veneziano, libertino, cuja vida é uma sequência de aventuras amorosas. Após um caso com uma freira, é condenado e preso. Consegue depois fugir da prisão e percorre várias cortes e cidades europeias, coleccionando seduções, paixões e orgias sexuais. A mulher gigante numa feira em Londres, uma cientista na Suíça, uma mulher mecânica em Gotemburgo, por todas se apaixona, até acabar os dias como bibliotecário na Boémia. Este filme é baseado livremente na obra autobiográfica do próprio Giacomo Casanova intitulada “A história da minha vida”.»
julho 19, 2007
julho 17, 2007
Mishima não esquece
Este acabou de chegar. Em vinil, gravação excelente, preço de saldo. É considerada uma das melhores bandas sonoras criadas por Philip Glass, que tocou para nós, há pouco tempo, no Theatro Circo.Desta vez, Glass compôs para um grande filme, esquecido pelas editoras portuguesas de DVD: Mishima, de Paul Schrader. O álbum é enriquecido pelas cordas do famoso Kronos Quartet.
Mishima (1985), produzido por Francis Ford Coppola e George Lucas, conta a história da vida, trágica, de um dos maiores escritores japoneses do século XX, Yukio Mishima.
julho 13, 2007
Laurie Anderson na minha pátria
Adivinhem quem não vai faltar.
julho 10, 2007
julho 09, 2007
Como havemos de viver?
Quando um livro, logo a abrir, nos faz perguntas certeiras e pertinentes, só há uma coisa a fazer: comprá-lo logo e lê-lo sem demora:julho 04, 2007
Ismaël Lo no ouvido de Almodóvar
Uma personagem em perda, uma Barcelona que nos aparece iluminada e marginal, o ambiente sonoro perfeito de Tajabone:
julho 01, 2007
A Orchestra do cinema de Vertov
Um dos espectáculos inesquecíveis aconteceu no Coliseu. A Cinematic Orchestra tocou ao vivo, enquanto numa tela gigante passava o assombroso e espectacular filme O Homem da Câmara de Filmar, do russo Dziga Vertov.
Datada de 1929, esta fita, editada em Portugal pela Costa do Castelo Filmes, é um prodígio de técnicas cinematográficas, "efeitos especiais" e montagem. Um marco incontornável na história do cinema. A Cinematic Orchestra conseguiu criar um ambiente perfeito para a fruição destas imagens. Como se pode constatar neste excerto:
Anos mais tarde, Michael Nyman veio à Casa da Música acompanhar com a sua música o mesmo filme. Mas o espectáculo não resultou tão bem. As paisagens sonoras da Cinematic levam a melhor.
junho 28, 2007
junho 26, 2007
junho 23, 2007
Philip Glass por estas bandas sonoras
O piano de Glass já entrou, muitas vezes discretamente, por muitos ouvidos adentro nas salas de cinema, em filmes como The Truman Show, As Horas, Kundun ou Mishima. Talvez tenha sido, para muita gente, o primeiro e único contacto com a música deste compositor norte-americano.
Aliás, neste excerto do Truman Show, é ele mesmo que vemos a tocar ao piano:
Uma das mais recentes bandas sonoras que produziu foi a do filme Diário de um Escândalo, estreado há pouco tempo em Portugal. Neste vídeo, o próprio Glass explica como foi o processo de composição:
junho 21, 2007
Introdução a 40 anos de Leonard Cohen
Leonard Cohen anda há quase 40 anos na vida dos discos. Continua a ser um dos mais «fascinantes e enigmáticos» poetas/cantores/compositores vivos. Tem uma obra monumental, este canadiano. Impossível de resumir num qualquer post blogueiro.Um deles, If it be your will, fica arrasador na voz de Antony:
























