
A Morte de Sócrates
Jacques-Louis David, 1787
Metropolitan Museum of Art
«Despertar noutro ser humano poderes e sonhos além dos seus; induzir nos outros um amor por aquilo que amamos; fazer do seu presente interior o seu futuro: eis uma tripla aventura como nenhuma outra.» George Steiner


Há tempos, queixava-me aqui da pouca divulgação que o compositor e contrabaixista britânico Gavin Bryars tem em Portugal. Pois bem, agora que ele se prepara para actuar, com o seu Ensemble, no auditório do Museu de Serralves (depois de amanhã), esperemos que, pelo menos os jornais da cidade, não lhe passem ao lado.
Giuliana (Monica Vitti) e os seus insondáveis estados de alma em chamas captados por Antonioni em Deserto Vermelho.
Regresso à escrita de um velho amigo. Amigo de horas sem fim a lê-lo. Com aquele prazer de quem, como dizia Borges, abre os livros em busca de sabedoria.
O concerto de ontem à noite, na Casa da Música, não correu bem ao talentoso Nils Petter Molvær. O Macintosh de serviço resolveu estragar o arranque do espectáculo do trompetista norueguês, a quem faltou depois algum relaxamento na exploração das dinâmicas resultantes do cruzamento do trompete com as ambiências geradas pelo computador.
Em O Significado das Coisas, A.C. Grayling escreve sobre um mundo imenso de assuntos a partir de um ponto de observação filosófico. E fá-lo de modo tão sucinto e bem escrito que ficamos sempre com a sensação de que cada texto sabe a pouco.