outubro 22, 2007
outubro 21, 2007
A luminosa Dupla Vida de Véronique
Chegou, finalmente. O DVD de A Dupla Vida de Véronique, de Krzysztof Kieslowski, acaba de ser colocado no mercado português pela mão da Costa do Castelo Filmes. Com direito a documentário sobre o realizador e a uma entrevista com a actriz principal, Irène Jacob.Filme luminoso (mesmo nas sombras e fios invisíveis que projecta), premonitório, algures entre o tangível e o incomunicável, esta é a obra maior do realizador polaco. A história que Kieslowski aqui nos conta é absolutamente imperdível:
«Weronika vive na Polónia. Véronique vive em França. Não se conhecem uma à outra, mas ambas sentem que não estão sozinhas no mundo. Weronika aceita um lugar numa escola de música, trabalha com afinco, mas morre na sua primeira actuação pública. Nesse preciso momento, a vida de Véronique parece levar uma volta e esta desiste de cantar. Cada um de nós tem, algures no mundo, o seu exacto duplo, alguém que partilha os nossos pensamentos e os nossos sonhos. »
outubro 20, 2007
outubro 17, 2007
Os poemas do deserto de Stephan Micus

Stephan Micus, compositor e multi-instrumentista alemão, é um nómada da música. Começou muito cedo a viajar pelo mundo inteiro e a estudar técnicas musicais antigas, sobretudo na Índia e no Japão.
Coleccionou instrumentos étnicos pouco conhecidos no Ocidente e com eles, praticamente sozinho em estúdio, produz sonoridades estranhas e absorventes, que tem registadas em discos gravados para a imparável editora de Manfred Eicher, a ECM.
O álbum Desert Poems (2001) é particularmente fascinante. A começar pela capa, belíssima. Micus pega em instrumentos étnicos (uma harpa da África Ocidental, um piano tanzaniano ou um "tambor falante" do Gana, entre outros) e, com recurso a técnicas de estúdio, constrói um edifício sonoro simultaneamente amplo e minimalista.
Em tempos de saturação mediática musical "mainstream", álbuns transculturais como Desert Poems são um verdadeiro oásis. Quase tão bom como o silêncio puro.
outubro 14, 2007
Robert Wyatt, como se fosse um pintor
Robert Wyatt, o inglês com «a voz mais triste do mundo» (Sakamoto dixit), em entrevista ao Público, sexta-feira passada, suplemento Ípsilon:«No fim de contas, criar uma canção, para mim, é como seguir uma montanha de sons e tentar completar uma composição com eles, quase como se fosse um pintor e, no final, esperar pacientemente que tudo funcione da melhor forma.»
outubro 12, 2007
Quando Kurosawa sonha com Van Gogh
Dizer «um dos maiores filmes de sempre», é um risco. Elevadíssimo. Não vá os críticos caírem-nos em cima evocando Ran, Os Sete Samurais, Rashomon e muitos outros que o mestre Kurosawa nos ofereceu ao longo da sua riquíssima carreira. Mas afirmar que Sonhos «é um dos mais belos filmes de sempre», para mim, serve. O maior cinema é aquele que amamos com mais força.
outubro 11, 2007
outubro 08, 2007
Tom e Jim não querem crescer
Que acontece quando dois bons malandros geniais se encontram? Momentos geniais. A ligação entre Jim Jarmusch, o realizador, e Tom Waits, o músico/actor, tem sido bastante profícua. Não apenas no grande ecrã, mas também nos clips de vídeo.
É o caso deste adorável I Don't Wanna Grow Up (tema do álbum Bone Machine). O Tom canta, o Jim filma:
É o caso deste adorável I Don't Wanna Grow Up (tema do álbum Bone Machine). O Tom canta, o Jim filma:
outubro 07, 2007
Jarmusch e os vencidos pela lei
Na sua terceira longa-metragem, Jim Jarmusch agarrou em Tom Waits, Roberto Benigni e John Lurie e meteu-os numa prisão de Nova Orleães. O resultado só podia ser um filme estranho, mas irresistível.
Filmado num preto e branco impecável, fotografado com rigor, por Robby Muller, Vencidos pela Lei, considerado um dos mais importantes filmes do cinema independente norte-americano dos anos 80, respira música.
As canções são do próprio Waits, aqui um DJ de rádio desempregado apanhado a roubar um carro, e de Lurie, um proxeneta caído numa cilada. Benigni, em início de carreira, faz de Benigni e está tudo dito sobre a sua personagem, Roberto, que matara um homem atirando-lhe com uma bola de bilhar à cabeça.
As canções são do próprio Waits, aqui um DJ de rádio desempregado apanhado a roubar um carro, e de Lurie, um proxeneta caído numa cilada. Benigni, em início de carreira, faz de Benigni e está tudo dito sobre a sua personagem, Roberto, que matara um homem atirando-lhe com uma bola de bilhar à cabeça.
Os três acabam por fugir da cadeia. Mas o filme, em vez de se centrar na "fuga", joga com a dinâmica, por vezes delirante, entre as três personagens. A certa altura, de forma sibilina, Jarmusch confunde-nos: terão mesmo conseguido fugir da cadeia ou aquilo não passaria de uma fantasia de Roberto, que, a certa altura, desenha uma janela na parede da cadeia? O terreno nas imediações da prisão é pantanoso.
outubro 05, 2007
Birmânia sob os olhares da Magnum
A Birmânia vista pelo olhar de fotógrafos da agência Magnum. Cartier-Bresson incluído. Burma, behind the Conflit.outubro 04, 2007
setembro 26, 2007
setembro 25, 2007
Que estão elas a ver?
Em Evidence, uma "curta", de quase 8 minutos, Godfrey Reggio, realizador da trilogia Qatsi, convida-nos a olhar para rostos de crianças. Que estarão elas a ver? Como explicar aquelas expressões faciais ausentes? E a estranha fixação em algo que lhes transfigura o olhar? É preciso esperar pelo fim para obter a resposta.
setembro 22, 2007
Postais do Porto: eléctrico na Batalha
Dia bonito, tempo óptimo. A cidade está, ainda, cheia de turistas. Os "novos" eléctricos transbordam de gente a experimentar a nova linha que dá uma boa volta ao Porto. Reencontro da urbe com uma parte valiosa da sua paisagem e da sua história.
setembro 18, 2007
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