agosto 08, 2007
agosto 06, 2007
agosto 04, 2007
Os sons de Marlui Miranda
Marlui nasceu em Fortaleza e foi criada em Brasília. Mudou para o Rio de Janeiro na década de 70 e estudou guitarra clássica. Tocou com Egberto Gismonti e Milton Nascimento, entre outros. Compôs bandas sonoras para cinema e teatro. As suas músicas já foram gravadas por nomes como Ney Matogrosso.
A partir da década de 70, passou a pesquisar e estudar a música dos índios brasileiros. Entretanto, realizou um projecto de preservação e recriação da música indígena da Amazónia brasileira.
Um dos álbuns que ilustra esta antiga paixão de Marlui é Ihu, Todos os Sons, com canções de povos indígenas, como os Tupari, Yanomami, Kayapó e Tembé. Neste belíssimo álbum, que ganhou um German Phono Academy Award, participam os Uakti e o actual ministro da Cultura do Brasil. Nele podemos ouvir este Araruna:
Pela voz, pelo talento, pela figura, pela curiosidade etnográfica, Marlui Miranda merecia mais atenção por parte daqueles ouvidos lusos que não se resignam a ficar limitados às funestas e enjoativas "playlists" das nossas comercialeiras rádios e afuniladérrimas televisões.
agosto 02, 2007
Unza time!
O cinema está de luto. Há, pois, que celebrar a vida no cinema. E poucos o fazem de forma tão exuberante como Emir Kusturica. Quem viu os filmes dele sabe do que estou a falar.
No teledisco que se segue, o realizador bósnio dá largas ao seu mundo visual e musical, utilizando como actores os elementos da banda com que costuma tocar ao vivo, a The No Smoking Orchestra. Neste vídeo, como em palco, há muita «unza, unza», apesar de a coisa meter um caixão pelo meio e um morto que não resiste a entrar na dança:
julho 31, 2007
julho 30, 2007
Ingmar Bergman: 1918-2007
Quando menos se espera, surge ao lado do Cavaleiro uma figura que mais parece um monge. Apresenta-se como sendo a Morte que veio buscá-lo. Tentando ganhar tempo, ele propõe-lhe uma partida de xadrez que decidirá se parte ou não com Ela. A Morte concorda, por saber que, no final, ganha sempre.
julho 27, 2007
julho 25, 2007
julho 23, 2007
Fellini conta Fellini
«Reivindico o direito de me contradizer. Não quero estar privado do direito de dizer tolices e peço humildemente licença para me enganar algumas vezes.»
«O meu sistema é não ter sistema: vou para uma história para descobrir o que ela tem para me contar.»
«Luto para obter as condições de que necessito para trabalhar em paz. Isto é, provavelmente, uma consequência directa do meu egoísmo: se não posso fazer o que quero, prefiro não fazer nada.»
«Creio que seria uma boa ideia os críticos verem filmes como se fossem espectadores normais.»
Federico Fellini, in Fellini conta Fellini
julho 22, 2007
O Casanova de Fellini
O cinema de Fellini é maior que o próprio cinema. Embora grandiloquente e algo exagerada, é a única frase decente que me ocorre depois de ver O Casanova de Federico Fellini.
Bem vistas as coisas, para qualquer cinéfilo que se preze, Fellini, que dizia que seria uma boa ideia os críticos verem os filmes como se fossem espectadores normais, é um chato. Põe a fasquia de tal modo elevada que nos deixa com a impressão de que todos os filmes que vimos nas últimas 37 semanas não passam de fancaria cinéfila. Perda de tempo. Desperdício visual. Penúria estética.Donde, paradoxalmente, é preciso resistir aos filmes do Fellini. Lutar contra a vontade de os ver. Pelo menos, durante as próximas 37 semanas. Quanto mais não seja porque nos deixam à beira do abismo de atirar com o cartão de sócio da Blockbuster pela janela fora.
«Casanova é um veneziano, libertino, cuja vida é uma sequência de aventuras amorosas. Após um caso com uma freira, é condenado e preso. Consegue depois fugir da prisão e percorre várias cortes e cidades europeias, coleccionando seduções, paixões e orgias sexuais. A mulher gigante numa feira em Londres, uma cientista na Suíça, uma mulher mecânica em Gotemburgo, por todas se apaixona, até acabar os dias como bibliotecário na Boémia. Este filme é baseado livremente na obra autobiográfica do próprio Giacomo Casanova intitulada “A história da minha vida”.»
julho 19, 2007
julho 17, 2007
Mishima não esquece
Este acabou de chegar. Em vinil, gravação excelente, preço de saldo. É considerada uma das melhores bandas sonoras criadas por Philip Glass, que tocou para nós, há pouco tempo, no Theatro Circo.Desta vez, Glass compôs para um grande filme, esquecido pelas editoras portuguesas de DVD: Mishima, de Paul Schrader. O álbum é enriquecido pelas cordas do famoso Kronos Quartet.
Mishima (1985), produzido por Francis Ford Coppola e George Lucas, conta a história da vida, trágica, de um dos maiores escritores japoneses do século XX, Yukio Mishima.
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julho 13, 2007
Laurie Anderson na minha pátria
Laurie Anderson é uma sessentona fascinante, única, inimitável. Artista visual, compositora, poeta, fotógrafa, realizadora, perita em electrónica, vocalista e instrumentista, experimentalista, excelente contadora de histórias, dona de um sentido de humor irresistível e de um sorriso adoravelmente matreiro, esta nova-iorquina anda há quase trinta anos a explorar os caminhos da tecnologia na criação musical. Excertos do álbum, belíssimo, Life on a String:
O seu primeiro álbum, Big Science (1982), faz agora 25 anos e, por isso, acaba de ser lançada uma edição comemorativa. Trata-se de um álbum intemporal. Tem um quarto de século como podia ter 25 dias. É de lá que sai este clássico absoluto, O Superman:
Hoje à noite, Laurie leva ao Theatro Circo, Braga, o espectáculo Homeland, título do seu próximo álbum. Algures entre um poema épico, uma peça e um concerto multimédia, Homeland fala «da cultura dos automóveis todo-o-terreno, dos bloggers, da solidão e da vigilância através de circuitos de televisão, usando as linguagens sintéticas da tecnologia e a linguagem sensual da escrita de canções e da poesia para olhar para os reality shows, o totalitarismo de estilo americano, o sentimentalismo, as imagens fugazes do império.»
Adivinhem quem não vai faltar.
julho 10, 2007
julho 09, 2007
Como havemos de viver?
Quando um livro, logo a abrir, nos faz perguntas certeiras e pertinentes, só há uma coisa a fazer: comprá-lo logo e lê-lo sem demora:«Há ainda alguma coisa pela qual viver? Haverá algo a que valha a pena dedicarmo-nos, além do dinheiro, do amor e da atenção à nossa família? Falar de «algo pelo qual viver» tem um certo travo vagamente religioso, mas muitas pessoas que não são absolutamente nada religiosas têm uma sensação incómoda de poderem estar a deixar escapar qualquer coisa básica que conferiria às suas vidas uma importância que, de momento, lhes escapa.»
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